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O Empresário e Presidente da Móveis Simonetti, o Sr. Dilmar Antônio Simonetti, presta entrevista para o “Jornal O Capixaba”.

Veja abaixo a entrevista completa:

Fonte: “Jornal O CAPIXABA”.

Dilmar Simonetti: “eficiência para sair na frente da concorrência”

 Pinheiros – Em mais uma investida editorial, O Capixaba lança hoje um desafio econômico ao norte capixaba. Debater o futuro da economia regional na tentativa de encontrar soluções reais aos desafios deste século. Dezenas de empresários e autoridades políticas estão escalados para traçar o futuro econômico regional numa série de entrevistas surpreendentes. Nosso objetivo é informar, entreter e conscientizar o leitor sobre a importância da economia brasileira na sociedade moderna. Nossos entrevistados trazem informações valiosas, que servirão de base para construir um futuro de desenvolvimento.

Dilmar Simonetti

O empresário Dilmar Simonetti destaca a força da economia brasileira e garante: “a inflação deve frear, os juros devem sofrer uma queda e o governo promete agir para avançar no crescimento do País. Eu acredito muito nisso”.

A série estreia hoje com entrevista exclusiva cedida pelo empresário Dilmar Simonetti, dono das 31 empresas Móveis Simonetti. Ele destaca os desafios dos negócios brasileiros, avanços na economia e as características essenciais do empresário deste século. Dilmar Simonetti adianta investimentos em suas empresas e sonha com futuro promissor na região norte.

 

O CAPIXABA – O avanço tecnológico e a globalização têm gerado nas pessoas a busca constante pela mudança. Com as empresas isso não parece ser diferente. O conceito de negócios, administração e gestão de pessoas vive obrigado a evoluir a cada dia para não perder o compasso dessa dança. No mundo dos negócios, é preciso sempre inovar?

 

Dilmar Simonetti – Fazer a diferença, sem dúvida. Mas como fazer esse diferente? Nada permanece igual na vida. O progresso contínuo é fundamental tanto para as pessoas quanto para as organizações. No mundo dos negócios, isso fica mais evidente. Sempre temos que estar um passo na frente ou no mínimo andar bem no vácuo para não distanciar demais da evolução. Você precisar estar na frente ou próximo.

 

O CAPIXABA – Em princípio, essa mudança vem carregada de desafios. O que mais preocupa o empresário em querer sempre mudar?

 

Dilmar Simonetti – O que mais preocupa é o medo de errar. Sempre preocupa. Temos pouca margem para errar. O desafio é sempre planejar bem antes de arriscar em uma mudança. Porém a mudança se torna inevitável e, muitas vezes, nos vemos forçados a tomar decisões arriscadas para não ficar para trás.

 

O CAPIXABA – O que mais preocupa o empresário ao manter a vida útil de sua empresa? A inflação, altas taxas tributárias, juros e a cotação do dólar interferem de que forma nessa gestão?

 

Dilmar Simonetti – Assim como nós, as empresas também têm um fim. A minha gestão é pensada para manter a empresa ativa durante muitos anos, após minha partida, mesmo que não seja administrada pelos meus herdeiros. Porém não há dúvidas de que uma reforma tributária terá que ser feita o mais urgente possível. Uma carga tributária alta penaliza as empresas e as pessoas. Por outro lado, a inflação está batendo na nossa porta e, só quem viveu na época da inflação galopante, sabe como isso atrasa e castiga um povo.

 

O CAPIXABAO governo brasileiro – nos âmbitos federal, estadual e municipal – tem colaborado para um futuro promissor no mundo dos negócios?

 

Dilmar Simonetti Tem feito sim. O empresário honesto torce para que a fiscalização eletrônica dê certo, porque a concorrência será leal e o País ganhará muito com isso. Porém, com a carga tributária que temos, tudo que é dado com uma mão é tirado com outra. Volto a dizer, temos que tomar sérias providências. Somado a isso temos um problema de infraestrutura, estradas em péssimo estado – muitas nem tem pavimentação –, falta de investimentos em geração de energia e por aí vai. O mundo dos negócios pode ficar seriamente comprometido.

 

O CAPIXABA – Como os empresários avaliam o momento econômico vivido pelo Brasil?

 

Dilmar Simonetti – O consumo ainda está acelerado, mas o momento é de sérias duvidas e preocupações. Acho que estamos em um momento daqueles que temos que inventar uma mudança para preparar para o que vem. Seja boa ou ruim.

 

O CAPIXABA – A economia tem colaborado com o desenvolvimento dos negócios brasileiros?

 

Dilmar Simonetti – Sim. Hoje há uma grande oferta de crédito, algo que não existia no passado. Isso é muito bom. Com a inflação sob controle nos últimos anos, somado à necessidade do brasileiro em adquirir bens e serviços, fez com que conseguíssemos sair com mais rapidez da crise mundial, instalada no final do ano de 2008 e que se estendeu por todo o ano de 2009.

 

O CAPIXABA – E as empresas? Têm encontrado condições para evoluir economicamente?

 

Dilmar Simonetti – Sim. Toda vez que eu falo de empresa, eu esteja puxando um pouco para o meu lado (ramo de comércio). A minha realidade possa não ser a realidade de outro empresário. Hoje existe uma oferta grande de crédito. Com isso temos certa facilidade em planejar novos investimentos. Porém, para controlar a inflação, o governo vem adotando medidas anticonsumo, aumentando juros e cortando algumas linhas de crédito. Minha preocupação é começar a encontrar dificuldades em evoluir. Resumindo, ainda temos encontrado condições de evoluir, porém existem forças contrárias.

 

O CAPIXABA – O surgimento de empresas, a informalidade e a concorrência acirrada representa qual parcela de desafios na busca pelo sucesso nos negócios?

 

Dilmar Simonetti – Essa pergunta é muito importante. Representa uma parcela significativa. Concorrer com a informalidade e com empresas de fachada, abertas apenas para gerar concorrência desleal. É muito difícil.  A boa noticia é que esses empresários vão ter vida curta, pois a informatização da fiscalização vai de certa forma fechar as portas para essa concorrência. Quem viver verá. Boto muita fé nesse nosso País.

 

O CAPIXABA – Qual desses três eixos – surgimento de empresas, informalidade e concorrência – o senhor destacaria o mais desafiador para o empresário?

 

Dilmar Simonetti – A informalidade hoje ela é um calo para a sociedade. Isso é uma coisa que deve ser revista. Hoje você acha camelô na porta de fiscalização. Em Pinheiros, há um equilíbrio dessa problemática, pois não vemos isso com freqüência.

 

O CAPIXABA – Para vencer a concorrência é preciso inovar. Preços baixos, condições de pagamento e qualidade no atendimento são ferramentas para vencer esses desafios?

 

Dilmar Simonetti – Sem dúvida nenhuma. Tudo isso é verdade. Falar é fácil, o difícil é por tudo isso em prática. Eu resumo tudo isso em uma só palavra: eficiência. A empresa precisa ser eficiente para transpor esse desafio. Imagine você comprar numa empresa, onde o vendedor ser muito eficiente para vender, as ‘meninas’ são muito eficiente para atender. Mas cai na mão de um entregador que não tem eficiência para entregar, um montador sem eficiência para montar, e aí? Então eu resumo tudo isso em eficiência. Eu acredito muito na eficiência. É preciso ter eficiência para sair na frente da concorrência. O que o cliente mais preza em nosso trabalho é a eficiência. O cliente quer adquirir bens e serviços de empresa eficiente em atendimento, condição de pagamento, logística, serviço e, por último, preço baixo.

 

O CAPIXABA – O sucesso nos negócios está numa boa gestão de pessoas. A equipe de trabalho sintonizada com a empresa, qualificada e harmoniosamente satisfeita são ferramentas de sucesso empresarial. O senhor acha importante a motivação de funcionários para o sucesso de uma empresa?

 

Dilmar Simonetti – Sem dúvida nenhuma. A motivação – além de salário – é muito importante sim, porém, existem inúmeras formas de fazer isso. Treinamento e capacitação são essenciais, porém a mais importante que eu acho é o funcionário perceber a motivação no seu patrão. Quem me conhece sabe que eu não trabalho exclusivamente pelo dinheiro. Todos os centavos ganhos são reinvestidos na empresa. Sinto muito mais prazer em passar pelos setores da empresa e ver pessoas trabalhando satisfeitas. De saber que, de certa forma, estou fazendo algo por eles. Isso me motiva e acaba gerando motivação.

 

O CAPIXABAO senhor construiu um ‘império’ empresarial chamado Móveis Simonetti. A empresa explora o ramo de móveis e eletrodomésticos em 31 lojas espalhadas pelo norte capixaba, leste de Minas Gerais e sul da Bahia. Qual o segredo para ir tão longe?

 

Dilmar Simonetti Para quem começa na marcenaria, chegar aqui realmente não é fácil. Mas acho que ainda não construí um império (risos). Se o nosso foco realmente for ao norte do Estado, realmente o que construir passa a ser um império. Mas o meu foco é nos gigantes e acho que temos muito o que aprender. Ainda estou a caminho disso e, se Deus me der vida suficiente, eu chego lá. Caso contrário, a Moveis Simonetti vai chegar sozinha. Minha gestão é focada nesse caminho. As pessoas são treinadas para prosseguir por muitos anos sem a minha presença. Acredito que, com muito trabalho e busca de eficiência, vamos sim construir um império.

 

O CAPIXABA – Qual a receita de sucesso para chegar ao topo da montanha e alcançar a maturidade nos negócios?

 

Dilmar Simonetti – Traçar metas, não ter preguiça, fazer o que gosta e buscar a eficiência. Acho que é isso.

 

O CAPIXABA – Podemos dizer que o senhor alcançou a plenitude dos negócios? Quais metas e sonhos ainda são almejados? Qual o futuro das empresas Simonetti?

 

Dilmar Simonetti – Nada disso, ainda falta muito. Nem penso em aposentadoria. Quanto mais longe a Móveis Simonetti chegar, mais empregos serão gerados. Mais impostos serão arrecadados. Com isso, mais escolas e hospitais serão construídos. Vejo a Móveis Simonetti no futuro com mais de 100 lojas. Atuando também, no mínimo, em duas capitais e cidades maiores, pelos menos em Salvador (BA) e Vitória (ES). Vejo também nosso site ‘www.moveissimonetti.com.br’ vendendo e entregando para todo o País com eficiência.

 

O CAPIXABA – A inadimplência é uma preocupação na gestão de uma empresa ou isso ficou no passado? Com mecanismos de proteção ao crédito, os empresários conquistaram a chance de evoluir eficazmente. Quais instrumentos foram eficientes e quais ideias poderiam ser implantadas?

 

Dilmar Simonetti – A inadimplência é apenas mais um dos riscos que temos que administrar. Acho interessante o SPC (Sistema de Proteção ao Crédito), a Serasa (Centralização dos Serviços Bancários S/A), a CDL em forma geral, mas o que o governo deve apressar logo será a nova autorização do cheque. O que eu acho que vai ajudar muito quando for realidade a nova forma de identificar o brasileiro, ou seja, a nova carteira de identidade eletrônica. Quando eu puder colocar o dedo do meu cliente no equipamento, sabendo que você é você mesmo quem eu olho, evitaremos muitos problemas. Acho também que o cartão de crédito ajuda muito a acabar com inadimplência. Mas o cartão de crédito é muito caro, pois, às vezes, não sei dizer o que mais pesa: a inadimplência ou o cartão de crédito, que hoje é muito caro no Brasil. Se você parar pra pensar, o cartão de crédito já é uma inadimplência. Os juros do cartão são elevados e o custo para empresa é maior ainda, porém é uma ferramenta poderosa e muito boa para o empresário. Eu tenho minhas lojas, hoje, que faz 60% de suas vendas no cartão de crédito, claro que esta não é a realidade do Município de Pinheiros, que está em 8 ou 10%. A gente sabe onde queremos chegar e a população vai-se modernizando. Os mecanismos de proteção ao crédito, o crescimento das vendas nos cartões de crédito e no dinheiro fizeram com que esse problema ficasse em segundo plano.

 

O CAPIXABA – Entidades como o Sindicado dos Produtores Rurais, Associação Comercial, Sindicato Patronal e Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) ajudam a fortalecer os interesses em comum. Como essas associações de classe contribuem para o sucesso na gestão de negócios?

 

Dilmar Simonetti – Tanto para a empresa quando para a democracia, não se vive sem as entidades de classe. Você só é forte se você acreditar junto. Todos têm que se organizar em sua categoria. Todos têm que ser unidos.

 

O CAPIXABA – Para quem sonha em ser um novo empresário brasileiro, o que o senhor tem a dizer a essas pessoas. Quais atributos, qualidades e virtudes definem um bom empresário?

 

Dilmar Simonetti – Primeiro, descobrir se ele é um empreendedor. O que é um empreendedor? Alguém que descobre uma forma de ganhar dinheiro com algo que vá facilitar a vida das pessoas. O empresário tem que descobrir isso. No mais, eu aconselho para se preparar bem, estudar e muita dedicação no trabalho. Tem que ter muita dedicação. Você não pode ficar pulando de galho em galho. Você não poder ter hoje uma padaria, amanhã uma farmácia. Tudo bem você pode ter uma padaria hoje, e uma farmácia também, um açougue também. O que não pode é ficar de galho em galho. Você sai do foco. Tem que ter foco.

 

O CAPIXABA – Em linhas gerais, o que se pode esperar do futuro dos negócios no Brasil?

 

Dilmar Simonetti – Primeiro, a reforma tributária tem que sair. Segundo, o Brasil precisa de uma logística que funcione. Os portos, terminais, aeroportos estão um caos. Precisamos de uma política séria e competente sobre logística. Ou tomamos providências ou teremos muitos desafios pela frente. Temos que preocupar com isso. Mas o Brasil deve ter uma alavancada muito boa com o ritmo que a economia está caminhando. A inflação deve frear, os juros devem sofrer uma queda e o governo promete agir para avançar no crescimento do País. Eu acredito muito nisso.

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  • Parabéns pela entrevista aos dois (jornal e empresário), é claro que todos que querem ter um país melhor esperam o mesmo e torcem por todos.

    Comentário por: lidiane alves — 29 de março de 2012

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